30 de Abril de 2010

 

 

Vou estar na Feira do Livro, na tenda da Leya / ASA , nos dias 9 e 15 de Maio, às 15 horas !!!!!

publicado por Maria Alberta Menéres às 21:55
29 de Abril de 2010

publicado por Maria Alberta Menéres às 23:25

 

 

publicado por Maria Alberta Menéres às 21:49

ULISSES

 

À BEIRA DO LAGO DOS ENCANTOS

 

FÁBULAS DE LA FONTAINE

 

O POETA FAZ-SE AOS 10 ANOS

 

HISTÓRIAS DE TEMPO VAI TEMPO VEM

 

FIGURAS FIGURONAS

 

A CHAVE VERDE OU OS MEUS IRMÃOS

 

A GALINHA POEDEIRA

 

O CÃO PASTOR

 

O COELHO COMILÃO

 

CONTOS DE PERRAULT

 

AS AVENTURAS DE ENGRÁCIA

 

O OURIÇO-CACHEIRO ESPREITOU 3 VEZES

 

O QUE É QUE ACONTECEU NA TERRA DOS PROCÓPIOS?

 

UM CAMALEÃO NA GAVETA

 

PASSINHOS DE MARIANA

 

CONVERSAS COM VERSOS

 

PÊRA PERINHA

 

UM + UM = DOIS AMIGOS

 

O RETRATO "EM ESCADINHA"

 

CAMÕES, O SUPER HERÓI DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

HOJE HÁ PALHAÇOS

 

HOJE TAMBÉM HÁ PALHAÇOS

 

O LIVRO DO NATAL

 

HISTÓRIAS DE TODOS OS TEMPOS

publicado por Maria Alberta Menéres às 00:03
28 de Abril de 2010

MARIA ALBERTA MENÉRES


ALGUNS "DITOS E FEITOS" DA SUA VIDA

Nasceu em Vila Nova de Gaia, em 25 de Agosto de 1930.

Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


Foi professora do Ensino Técnico, Preparatório e Secundário, nas disciplinas de Língua Portuguesa e História (de 1965 a 1973).


A partir de 1973, tem dirigido vários Encontros (ao nível das Câmaras Municipais, Escolas Primárias, Preparatórias e Secundárias e Escolas Superiores de Educação, por todo o país) entre alunos, entre professores, entre professores e alunos simultaneamente – Encontros cujos temas são “O Ensino e a Poesia”, “Criatividade no Ensino” e “Leituras e Escritas”.


TRADUZIU DO FRANÇÊS

• “Os Contos de Perrault” - a partir da versão original (Asa Editores)

• “Minha Mulher, Minha Irmã” - biografia de Lou Andreas-Salomé, de H. F. Peters (Moraes Editores) - esgotado.

• “A Tarde do Senhor Andesmas” - de Marguerite Duras (Europa-América)

• “A Criança Criadora” - de Georgette Gabey e Catherine Vimenet (Assírio e Alvim)

• as séries juvenis “Pantaleão e…”; “Martin”; “Tomé” e os primeiros volumes de “Spirou” (Arcádia)


TRADUZIU DO ESPANHOL

• a série “Vickie” (os primeiros volumes para o Círculo de Leitores)

• as séries “Bana e Flapi” e “Os Três Moscãoteiros” (desenhos animados) para a Radiotelevisão Portuguesa (RTP)


É autora da versão para português actual do texto integral da “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto (Edições Afrodite) – de que se editaram volumes especiais, com textos inéditos de Roberta Catz, além de outros ensaístas e escritores portugueses, integrados no Ciclo Comemorativo dos Descobrimentos Portugueses. Livros espalhados pelas Comunidades Portuguesas no Mundo e Embaixadas.

Esta sua versão da Peregrinação foi editada no Brasil em 2005 pela editora Nova Fronteira.


De 1975 a 1986 foi Directora do Departamento de Programas Infantis e Juvenis da Radiotelevisão Portuguesa, RTP, tendo sido autora  e produtora de inúmeros programas televisivos para crianças e jovens, uma vez que nessa época "quem comandava também criava"!!


DE POESIA SUA, TEM GRAVADO

• um disco (Philips 431993 - colecção Poesia Portuguesa, com prefácio do poeta António Ramos Rosa);

• um disco de canções para crianças - poemas seus e música de Jorge Constante Pereira - cantadas e tocadas por alunos de música da Ludus (edição da Ludus);

• presença com 4 canções no disco “Cantigas de Ida e Volta” (Orfeu Stereo Stat 032 - edição de Arnaldo Trindade);


• autora do título e letras, durante seis anos consecutivos, das canções da campanha “O Pirilampo Mágico”, em cooperação com a Antena 1(a favor das CERCI);


• várias participações com letras de canções para discos de autores musicais portugueses.


ESTÁ REPRESENTADA NAS SEGUINTES ANTOLOGIAS

• Antologia das Líricas Portuguesas (Portugália Editora);

• Antologia do Conto Fantástico Português (Edições Afrodite);

• Antologia dos 800 Anos de Poesia Portuguesa (Círculo de Leitores);

• Antologia de Mulheres Poetas Portuguesas;

• Antologia Vinte Anos de Poesia (Moraes Editores);

• Antologia de Poesia (Carcanet Press, Inglaterra);

• numa Antologia Americana;

• Antologia de Poesia (Feltrinelli, Itália);

• Antologia de Leuven, Dichters en Dichtkunst Uit Europa (Poetas e Poesia da Europa 1950-1980);

• Antologia Diferente (Areal Editores);

• Antologia “O Fantástico no Feminino” (Rolim Editores);

• Antologia de Poesia “Kvinnors dikt fran när & fjärran”, edição EB, em 1991;


Tem colaboração literária nas seguintes publicações:

Diário de Notícias, Diário de Lisboa, Diário Popular, A Capital, Expresso, Jornal de Notícias, O Primeiro de Janeiro, Jornal do Fundão, Sibila, Távola Redonda, Ocidente, Contravento, Cadernos do Meio-Dia, Horizonte, Estudos de Castelo Branco, Gazeta Literária, Hidra-I, Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian, Jornal de Letras, Humbolt (Alemanha), etc,.etc..


De 1972 a 1974 dirigiu, no Diário Popular, a secção “Iniciação Literária”. Fez parte da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores, de 1973 a 1975.

Foi membro de vários júris, entre os quais:

• “Prémio de Poesia Casais Monteiro” (1974);

• “Prémio de Literatura Infantil da Comissão Nacional do Ambiente” (1979, 1980 e 1981);

• “Prémios de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian” (1981);

• “Encontro Internacional de Cinema para a Infância e Juventude” (CERINTER) em Gijon, Espanha (1978);


Pertenceu à Comissão de Classificação de Espectáculos Cinematográficos (Ministério da Comunicação Social), de 1974 a 1976. Pertenceu à mesma Comissão, também como membro da Comissão de Recurso, de 1976 a 1982, tendo continuado, de 1982 a 1987, como membro activo da mesma Comissão.


Foi co-organizadora (com E. M. de Melo e Castro) da “Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa”, nas suas 3 edições, e, depois, numa 4ª edição intitulada “Antologia da Poesia Portuguesa 1940-1977” (Círculo de Poesia da Moraes Editores).


Foi Directora da revista “PAIS”, de Novembro de 1990 a Novembro de 1993. Desde 1998 é Directora da revista “Super Bebés”.


Foi Assessora do Provedor de Justiça, de 1993 a 1998, como criadora e responsável pela linha telefónica grátis “Recados da Criança”.


Em 1995 /1996 foi professora de Literatura Infantil, no Curso de Educadoras de Infância do Colégio João de Deus (Lisboa, Estrela).


A convite da Fundação Calouste Gulbenkian deu, durante 1997, no Centro de Arte Infantil (CAI) um curso pós-laboral de “Expressão Poética”.


Em 2002, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian, fez conferências sobre “Leituras e Escritas do Nosso Dia-a-dia”, na intenção de uma descoberta e dinamização da Imaginação no nosso quotidiano, em 10 Câmaras Municipais de trás os Montes, sob o título de “Re/visão da Matéria”, a cerca de 200/300 Professores por sessão.

 

Desde 2002, Maria Alberta Menéres dedicou-se a correr o país de lés a lés em escolas, palestras, aulas, encontros especiais com crianças, alunos, conferências, feiras do livro, congressos, naquilo a que chama "uma aventura poetica na prática".

 

Em 2010 lança, pela ASA / LEYA  o seu livro inédito "Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa", com a intenção de "preparar e conquistar" poeticamente as crianças para o estudo e o entendimento de Luís de Camões , e da sua maior obra literária OS LUSÍADAS !

 


publicado por Maria Alberta Menéres às 18:13

2010 - Ano  MARIA ALBERTA MENÉRES

 

CAMÕES, O SUPER-HERÓI DA LÍNGUA PORTUGUESA - é o título do novo livro, inédito, de Maria Alberta Menéres, lançado em Abril pela editora ASA /LEYA, e que inaugura as actividades programadas no âmbito do Ano Maria Alberta Menéres !!


As Ilustrações,  maravilhosas, são de Fernanda Fragateiro e José Fragateiro !!

 

publicado por Maria Alberta Menéres às 18:10

publicado por Maria Alberta Menéres às 12:09

Literatura para a Infância, a Juventude e não só...

 

Maria Alberta Menéres e a poesia para a infância

Do incompreensível silêncio crítico que se abate, não poucas vezes, sobre os autores da literatura dita infantil tem sido também vítima Maria Alberta Menéres, depois de um período (décadas de 70 a 90 do século XX), em que a sua obra terá sido, porventura, mais bem amada do que hoje é. A sua editora actual celebra, em 2010, e bem, o Ano Maria Alberta Menéres, em homenagem à autora que comemora este ano o seu 80.º aniversário. Momento ideal, por isso, para assinalar aspectos de uma escrita que é um caso de indubitável presença do literário na narrativa, no texto dramático e sobretudo na poesia para crianças e jovens. Momento ideal, também, para recordar a certos adultos (um número a crescer assustadoramente, céus!) que a chamada literatura para a infância é muito mais do que imagens e design – pois (já tardava) parece ter-se invertido a intolerável situação de desvalorização da ilustração verificada há algumas décadas, em que o nome do ilustrador chegava a não figurar na capa nem na ficha técnica dos livros. Hoje, o que por vezes parece relegado para segundo plano é justamente a qualidade literária dos textos – o que, num país de iletrados e de estudantes do Ensino Superior que nunca leram um livro, seguramente não surpreende. Caso para dizer: nem oito, nem oitenta.

Em jeito de breve tributo, destaquemos pois alguns traços que singularizam a escrita de Maria Alberta Menéres, a qual, é sabido, se tem repartido por muitos e variados géneros: da poesia «para adultos» (cuja publicação iniciou em 1952 e viria a reunir, num primeiro momento antológico, nesse belo livro que é O Robot Sensível (Lisboa: Plátano, 1978) à organização de antologias fundamentais para um melhor conhecimento da nossa poesia contemporânea (referimo-nos às sucessivas edições e reformulações da Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa até se chegar à Antologia da Poesia Portuguesa 1940-1977, trabalhos de relevância historico-literária, realizados em colaboração com Ernesto M. de Melo e Castro). Uma produção que passa também pelo conto, pela poesia e pelo teatro para crianças, a narrativa juvenil de mistério e indagação e ainda a adaptação de clássicos para a infância, para não falar da banda desenhada, do artigo e da crónica, da reflexão pedagógica, do livro escolar e da tradução.

Acerca da criação poética, Maria Alberta Menéres escreveu coisas simples, idealistas mas merecedoras de atenção como esta: «Poeta é o que olha as coisas e pensa sobre elas. As olha com uns olhos novos. O que não passa indiferentemente pelo sentido que julga conhecido, das coisas que julga conhecer.» (Menéres, 1980: 11). A poesia que a autora destinou aos mais jovens como que parte deste postulado, sem perder em comunicabilidade. Revela-se em 1968, com a publicação de Conversas com Versos (dezoito das vinte composições deste livro são integradas, nove anos mais tarde, numa outra obra: Um Peixe no Ar (Lisboa: Plátano, 1977)) e prossegue, em 1969, com a edição de Figuras Figuronas, começando então a impor a autora como uma das vozes a ter em conta no campo da poesia para a infância.

A escrita poética de Maria Alberta Menéres caracteriza-se pela diversidade temática e por alguma variedade ao nível das estruturas formais. Os sujeitos enunciadores assumem diferentes estatutos (quer infantis, quer adultos), registando-se tanto o recurso ao poema narrativo breve, como, noutras composições, uma atitude autenticamente lírica. Observa-se também um certo gosto pelo diálogo criativo com a tradição das «rimas infantis» (pensamos sobretudo na lengalenga e no trava-línguas) e da quadra popular (veja-se Quem Faz Hoje Anos?), a que vem juntar-se, aqui e acolá, a propensão para o nonsense, em especial nos primeiros títulos.

Notemos que, em alguns dos poemas de Um Peixe no Ar, a presença do sujeito poético como que passa despercebida, tal é a omnipresença da dimensão sensorial do significante, herdada da lengalenga, da fórmula encantatória, do trava-línguas e da canção de roda. Certos poemas como «Soca soca» e «A dança do B» confirmam esta impressão. Aliás, «Soca soca» (p. 24), repleto de neologismos e de jogos de aliterações e assonâncias, constitui, dir-se-ia, uma reminiscência de usos mágicos da linguagem, quando esta se nos apresenta como algo de misterioso e quase alucinatório, cujo acesso nos parece estar, por qualquer motivo, vedado:

 

Três cabaças de melaço

soca soca espadanaço

repolhudo formigueiro

toma toma pilriteiro

se por mim aqui voltares

vem por terra vem por mares

chuta chuta a bola aos pés

carripanas canapés

três cabaças de melaço

soca soca espadanaço

ora abales ora fiques

faz de conta tremeliques

.

«A criança» – escreve Jesualdo (1985: 187) – «joga com a linguagem» e fá-lo «desde o berço», experimentando um prazer muscular na pronúncia de sequências de sons análogos ou ligeiramente diferentes. Para a criança, acalantos, lengalengas, rimas de jogos e fórmulas de encantamento podem constituir uma extensão desse tipo de vivências. Ao reutilizarem, na sua poesia, estratégias discursivas que são próprias destas composições da tradição oral, os poetas como que regressam à infância, prolongando os seus jogos e confirmando, assim, as palavras de Gaston Bachelard (1988: 94), quando assinala «a permanência, na alma humana, de um núcleo de infância, uma infância imóvel mas sempre viva». Maria Alberta Menéres tem-se destacado, justamente, pelo modo como reedita, na sua poesia, vivências desse período inaugural da existência, designadamente as que se prendem com a relação lúdica e afectiva da criança com a língua. Leia-se «Carapuça» (p. 20), também de Um Peixe no Ar:

 

.

Carapuça carapuça

cava a couve no couval

Carapuça carapuça

conta a vaca no curral

Carapuça carapuça

parte a cana no canal

Carapuça carapuça

paga as favas no faval

Carapuça carapuça

esconde a cara no cortiço

Carapuça carapuça

cala a boca lá com isso

.

 

Recorde-se que uma das vertentes lúdicas mais significativas da poesia para crianças passa por aspectos como a «ordenação rítmica ou simétrica da linguagem», a acentuação pela rima e a assonância, situando-se menos frequentemente ao nível da sintaxe e do «disfarce deliberado do sentido», para usar uma expressão de J. Huizinga (1980: 141). Todavia, perante poemas como «O prato da menina» (interessante exemplo do jogo da mise en abîme incluído em Um Peixe no Ar, pp. 34-35), não é possível deixar de reconhecer a presença de várias dimensões do que poderíamos considerar a manifestação do espírito lúdico em poesia: a fonico-rítmica, a semântica e a sintáctica:

 

Se a menina não comia

não via o fundo do prato

que tinha lá dentro um pato

de penas cinzentas lisas,

nem via a outra menina

que era bem mais pequenina

e tinha na frente um prato

que tinha lá dentro um pato

um pato muito bonito

de penas cinzentas lisas

tão pequenas tão pequenas

que até parecia impossível

como a menina ainda via

e imaginava o desenho

até ao próprio infinito!


Mais subordinado a uma certa unidade, tanto do ponto de vista temático como no plano expressivo, Figuras Figuronas (Lisboa: Portugália, 1969) desenvolve-se a partir de uma espécie de epígrafe autoral, em forma interrogativa, que abre um conjunto de dezasseis sugestivos poemas baseados em figuras geométricas: «Quem me responde: / é fria a noite / da geometria, / que tudo esconde?» Em 1969, Figuras Figuronas ostentava belas ilustrações de João da Câmara Leme, a que se seguiria pelo menos uma reedição da Plátano e uma terceira edição da ASA (Porto: 2000) com imagens de Rui Truta, as quais dialogam com os poemas de modo adequado (pena que a ilustração da capa seja das menos interessantes). O conceito-base do livro, mais ou menos claro, confere unidade à colectânea: trata-se de explorar o poder de sugestão poética das figuras geométricas, como mais tarde sucederá com as cores, concretamente em O Livro das Sete Cores (Lisboa: Moraes, 1983; reedição recente pela Caminho), escrito em co-autoria com António Torrado. Nota-se nestes dois títulos e em No Coração do Trevo (Lisboa: Verbo, 1992) uma valorização da dimensão semantico-pragmática da poesia, muito embora estas obras revelem qualidades bem conhecidas em Maria Alberta Menéres no tocante à exploração dos aspectos fonico-rítmicos do verso, que em Um Peixe no Ar, como se disse, se sobrepunham claramente ao plano da significação.

«A poesia é a arte de ver através das palavras a outra face da realidade» – disse um dia Octavio Paz, frase que poderíamos citar com propriedade a propósito de Figuras Figuronas (e repare-se na ambígua classe gramatical do segundo termo do título). Com efeito, o mundo é encarado nestes versos como uma harmoniosa combinação de figuras geométricas que tanto se encontram na Natureza como nos artefactos concebidos pelo homem. Daí, a visualidade que emana dos textos e o modo como convidam a esse olhar renovado sobre as coisas de que falava Paz e que constitui uma das preocupações dominantes na poesia de Maria Alberta Menéres: «A chuva oblíqua / tomba inclinada / bate nos vidros / e não tem sombra. // Começa o ano / alguém se molha: / tem plano e curva, / oblíqua a folha» (2.ª ed., Lisboa: Plátano, 1977, pp. 46-47).

Continuando a destacar marcos significativos da obra poética da autora, registe-se que, em 1977, publica E Pronto!, além desse belo texto sobre a solidão e o companheirismo, perfeito para um picture story book, que é Lengalenga do Vento (Lisboa: Plátano) – continuando a explorar, nesta breve composição narrativa imbuída porém de lirismo, traços característicos de alguma poesia popular, tais como o paralelismo sintáctico e anafórico e a estrutura dialogal. Ainda no mesmo ano, é editada em livro uma composição em verso bastante mais longa do que as duas que acabamos de referir, texto que, na relação das obras de Maria Alberta contida em O Livro das Sete Cores, é designado como «narrativa poética». Trata-se de A Pedra Azul da Imaginação (Lisboa: Plátano, 1977), a história de Marcos, um jovem dotado de grande capacidade imaginativa, contada em verso livre, quase sempre branco. Parece tratar-se de uma obra com maior grau de exigência ao nível da compreensão, mais vocacionada portanto para um público juvenil.

Em 1978 sairá outro pequeno livro, Semana Sim, Semana Sim (Lisboa: Plátano), e novos títulos se sucedem nos anos seguintes, como o já citado Livro das Sete Cores, Quem Faz Hoje Anos? (Lisboa: Caminho, 1988) e Pintainho Corre Corre... (Lisboa: Plátano, s.d.), este último mais adequado a crianças em idade pré-escolar e à espera de quem lhe dê a verdadeira forma de um picture book. Entre os contos de Histórias do Tempo Vai Tempo Vem (Porto: Desabrochar, 1988), Maria Alberta inclui também alguns poemas.

Do conjunto, merece destaque O Livro das Sete Cores, obra de grande beleza literária e plástica, em que se destaca também a originalidade das ilustrações do pintor Jorge Martins, numa linha abstraccionista. Trata-se de um livro constituído por dez poemas sobre as cores que já muito pouco têm a ver com os esquemas da poesia popular, e nos quais se atinge, por vezes, grande intensidade lírica:

 

Dantes era azul

a cor dos sonhos

e a imensidão do mar

por navegar.

(...)

Há uma lua azul

à beira do silêncio,

quando de noite as neves

se azulam de tons leves.

(...)

Uma ave tão lenta

num azul tão sideral

– que planetas procura?

Que vida mais futura? (s.n.)

Maria Alberta Menéres impõe-se, deste modo, como autora de relevo na nossa poesia para a infância da segunda metade do século XX, pondo em prática enraizadas convicções sobre a necessidade de criar leitores de poesia, logo a partir dos bancos da escola, ideias que terá ocasião de expor nesse livro ainda actual que é O Poeta Faz-se aos 10 Anos (Lisboa: Assírio & Alvim, 1973; reed. Porto: ASA, 1999, com sucessivas reedições).

É de notar ainda que a forte atracção que o discurso poético exerce sobre a autora de Retrato em Escadinha a leva a integrar versos no meio de algumas narrativas ou a comentar, com pequenas canções, as narrativas de outros autores, como se pode constatar em Histórias e Canções em Quatro Estações. Numa iniciativa feliz, Maria Alberta logrou reunir, nesta série de quatro volumes, publicados originalmente pela Lisboa Editora, um repositório de contos de alguns dos principais escritores portugueses de literatura para crianças. Também em Dez Dedos Dez Segredos (Lisboa: Lisboa Editora, 1991), o verso e a prosa se conjugam em pequenas histórias que resultam de uma singular visão poética do real (pessoas, objectos, animais...). A particularidade destas breves narrativas é o facto de cada uma delas ser contada por um dos dedos das mãos, o que, na opinião da autora, «não é caso de causar admiração!». «Não é verdade?» – pergunta em texto prefacial – «que, quando se conta uma história, as mãos explicam à sua maneira o que se vai contando?» (p. 2).

O apurado olhar sobre o mundo exterior e interior que é o do sujeito da enunciação na poesia de Maria Alberta Menéres – na verdade, um olhar que constrói com a palavra poética uma nova realidade – não se alheia da necessidade de pugnar por um mundo melhor, mais natural e equilibrado, mais protegido, como pode comprovar-se pela leitura do livro No Coração do Trevo. Trata-se de uma obra em que são mais visíveis do que em livros anteriores os sinais de uma atenção magoada ao mundo em que vivemos e à imperiosa necessidade da sua preservação. Adquire força um discurso de cariz ecológico que, procurando manter uma certa vitamina poética (para utilizar uma expressão de Georges Mounin), não cai na armadilha do planfetarismo fácil nem nos excessos de zelo moralizador. Pelo contrário: a um discurso de crescente actualidade social vem juntar-se uma observação comovida das mais pequenas manifestações de vitalidade vegetal e biológica. Subsistem, ademais, ecos da poesia oral que nos trazem à memória «rimas infantis» e romances, numa linha que desde cedo Maria Alberta explorou nas obras já citadas Conversas com Versos, Um Peixe no Ar ou Lengalenga do Vento.

É também no contexto de uma espécie de militância em prol da poesia dada a ler à infância, de algum modo inaugurada com O Poeta Faz-se aos Dez Anos, que deve ser entendida a insistência de Maria Alberta Menéres neste domínio da criação literária, oscilando, como se viu, entre a talentosa reinvenção de modelos populares (fórmulas encantatórias, lengalengas, trava-línguas, quadras, etc.), em Conversas com Versos, Um Peixe no Ar, Quem Faz Hoje Anos?, a pura expressão lírica em diversos títulos e ainda a incidência em temas relacionados com a preservação do ambiente (No Coração do Trevo) sem que, em algum momento, o bom gosto e a «temperatura» poética das composições se vejam postos em causa.

A sua obra narrativa e dramática caracteriza-se igualmente por esta peculiar atenção às pequenas grandes coisas da vida (aprendida, talvez, durante uma infância rica de vivências na sua Vila Nova de Gaia natal e no Ribatejo, para onde foi viver com sete anos) e por uma sensibilidade muito especial ao universo da infância e ao seu imaginário. Confirmem-se estas observações, lendo obras narrativas como Aventuras da Engrácia, O Retrato em Escadinha e O Ouriço-Cacheiro Espreitou 3 Vezes.

Maria Alberta não esquece nenhuma das faixas do público infanto-juvenil. Se é fácil encontrar na sua obra textos adequados, tanto no estilo como nos temas, a crianças muito pequenas ou que frequentam o 1.º ciclo da escolaridade básica, é igualmente possível descobrir histórias curtas (como algumas das que citámos) que constituem excelente leitura para a faixa dos 9-11 anos, bem como narrativas mais extensas, próprias para pré-adolescentes, como as pequenas novelas policiárias da colecção «Mil e Um Detectives» (escritas de parceria com Carlos Correia e Natércia Rocha), ou o popular Ulisses, adaptação, em texto relativamente breve, de partes da Odisseia, caso singular de sucesso junto do público que frequenta o 2.º ciclo do Ensino Básico.

Terminemos esta breve introdução à leitura de Maria Alberta citando um outro escritor das mesmas lides, António Torrado (1990: 29), que sobre ela escreveu: «A versatilidade criadora de Maria Alberta Menéres é inesgotável. Nos seus livros de poesia, de teatro, de ficção, nas suas obras de intervenção pedagógica, no seu livro O Poeta Faz-se aos Dez Anos, marco indispensável na assunção do acto pedagógico como acto poético, Maria Alberta não se poupa como escritora, não se resguarda de ser poeta. Poeta em dedicação exclusiva tem ela sido pelos diversos mesteres do seu incansável dinamismo. Sob a película, às vezes crispada, dos dias, a poesia intacta do seu ser fornece-lhe a substância vital com que resiste a adversidades e vence alheios prosaísmos.»

Merecem leitura e releitura os livros de Maria Alberta Menéres, e muito em especial os seus volumes de poesia. Que eles sejam também procurados pelos mais novos. Neles, as crianças e os jovens encontrarão, porventura, o suplemento de beleza e humanidade que o presente nem sempre tem sabido oferecer-lhes.

 

 

Referências bibliográficas

 

BACHELARD, Gaston (1988). A Poética do Devaneio, São Paulo: Martins Fontes.

HUIZINGA, Johan (1980). Homo Ludens, 2.ª ed., São Paulo, Perspectiva.

JESUALDO (1985). A Literatura Infantil, 3.ª ed., São Paulo: Cultrix.

MENÉRES, Maria Alberta (1980). «Ser professor», Palavras, 1, Setembro-Dezembro, Lisboa: Associação de Professores de Português, pp. 11-13.

TORRADO, António (1990). O Bosque Mínimo, Lisboa, IAC.

 

 

José António Gomes

NELA (Núcleo de Estudos Literários e Artísticos da ESE do Porto)

 

 

 

 

 

publicado por Maria Alberta Menéres às 11:48

 

Por CARLA MAIA DE ALMEIDA


A antiga directora de programas infantis e juvenis da RTP Maria Alberta Menéres foi responsável pela exibição em Portugal de séries que marcaram uma geração, como Dartacão, Marco ou Verão Azul. Agora, quase sessenta anos depois da publicação do seu primeiro livro de poesia, em 1952, lança uma obra sobre Camões, dedicada aos mais novos.

 

DAS LEZÍRIAS do Ribatejo para Lisboa, o mundo deu uma grande volta. Maria Alberta Menéres tinha 9 anos quando a professora do colégio interno anunciou que iam fazer uma redacção. Tema: a vida. Um adulto poderia sentir-se constrangido pelo peso dessas quatro letras, mas ela, desembaraçada e com os olhos já postos no recreio, pegou na caneta e escreveu: «A vida é muito fácil. É composta por princípio, meio e fim. O princípio é nascer, o meio é a continuação e o fim é a morte. Eu agora estou na continuação.»


Passaram-se setenta anos e a redacção sobreviveu intacta, tal como muitos outros textos de criança, figurando agora em letra manuscrita no seu mais recente livro: Camões, o Super-Herói da Língua Portuguesa. Quem se interessa por grafologia, o estudo da relação entre a escrita e a personalidade, poderá notar um certo espaçamento entre as palavras; a tendência para formar correntes «de ar», essas linhas verticais que na gíria se designa por «chaminés». Segundo a grafologia, significam propensão para a evasão, o sonho, o devaneio. É claro que pode ser tudo pura coincidência, mas na sala onde conversamos está agora uma das filhas de Maria Alberta Menéres, a cantora e compositora Eugénia Melo e Castro, que vai confirmar não andarmos longe da verdade.


«Na forma de estar da minha mãe há uma linha muito ténue entre a imaginação e a realidade», afirma. «Ela manteve sempre aquele lado infantil e fantasioso; vive num mundo à parte que não é o mundo real das pessoas. À volta dela há sempre uma coisa maravilhosa a acontecer – ou então uma coisa terrível. Tudo a impressiona vivamente.» Por exemplo, o tempo que faz lá fora. Um dia de chuva torrencial ou um dia de calor insuportável têm o dom de lhe exaltar a imaginação. «Se ela sabe que há um incêndio em Braga telefona-me, apesar de saber que eu estou em Lisboa. Ou então, se há um incêndio em Braga e outro em Faro, ela telefona-me porque imagina que eu estou nos dois!»

 

Eugénia Melo e Castro lembra o clima de liberdade e de espontaneidade que viveu em criança, com um pai (o poeta, escritor e professor Ernesto Manuel de Melo e Castro) e uma mãe que se «encantaram um com o outro por causa da poesia», na praia da Foz do Arelho. Juntos, foram responsáveis pela organização de várias edições da Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa. Juntos, eram os pais que muitas crianças sonhariam ter. Conta ainda Eugénia Melo e Castro: «O meu pai dava-me os parabéns quando eu era repreendida no colégio. E a minha mãe era diferente das outras, muito mais compreensiva, mais conversadora, mais tolerante…» Mas isso era bom, não?, perguntamos. «Essa é a parte boa. A parte má é que havia certas coisas práticas, como estrelar um ovo ou fritar um bife, que ela não sabia fazer. Ainda hoje não sabe.»

 

SENTADA NO SOFÁ da sala, numa das poucas casas de Lisboa que sobreviveram ao terramoto de 1755, Maria Alberta Menéres ouve e diz que sim com a cabeça, sorrindo e queixando-se – sem se queixar – de que as filhas a conhecem demasiado. Só por «prescrição familiar» deixou há pouco tempo de fazer visitas às escolas, sempre conduzindo sozinha e chegando a entrar em estradas por inaugurar... Em Agosto que vem completará 80 anos, mas o riso e a leveza do corpo ainda são os da miúda traquina que diz ter sido. A mesma que convenceu as colegas do colégio de que sabia voar. «Mas era só às sextas-feiras, às seis da tarde», conta. «A certa altura mudei para as quartas-feiras, às quatro. Claro que tinha de arranjar maneira de nunca estar presente àquela hora, para disfarçar.»

 

Mas numa certa quarta-feira não encontrou desculpas e deu por si no meio de um coro de meninas e de freiras que gritavam: «Alberta, são quatro da tarde! Voa, voa, voa!» E Alberta subiu uns metros acima do quadro negro e saltou para o vazio, terminando a sua ousadia renascentista com um pé partido e um mês de cama na enfermaria. Muito mais tarde, quando estava para se casar com E.M. de Melo e Castro, algumas amigas dele comentaram, divertidas: «Ah, mas vais casar com a Alberta-que-voa?!» Nem mais.

 

«EU ERA TREMENDA. Nasci em Vila Nova de Gaia e fiz trinta por uma linha, num jardim muito grande que tínhamos. Depois vim para o campo, para a herdade que era do meu avô, perto de Coruche, e continuei a fazer distúrbios. Até nos colégios religiosos onde andei, nem que fosse só por espírito de contradição. Muito do que eu escrevi tem que ver com essas tropelias. Nunca fui capaz de escrever nada que não tivesse uma base vivida e verdadeira.»

 

Estamos a falar de mais de sessenta livros para crianças publicados desde o final da década de 1960, abarcando os géneros do conto, da poesia, do teatro, da novela e da banda desenhada – uma obra extensa que, em 1986, foi recompensada pelo Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Foi, talvez, o ponto alto no reconhecimento da qualidade que sempre procurou imprimir aos seus textos. «Foi importante, sim. Mas eu não ligo muito a prémios, porque há sempre um cerimonial nesse tipo de coisas a que eu não acho graça. Gosto mais de ser eu.» Ela, Maria Alberta Menéres. A Alberta-que-voa.


 

Camões, o herói que se segue

No mês em que se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil (2 de Abril) chegará às livrarias o novo título da Biblioteca Maria Alberta Menéres: Camões, o Super-Herói da Língua Portuguesa (ASA). Dirigido ao público que fez de Ulisses um dos best-sellers da literatura infanto-juvenil em Portugal (seiscentos mil exemplares vendidos e 35 edições desde 1989), Camões… é a biografia de um dos poetas de eleição da escritora. «Li muitos livros; uns diziam uma coisa e outros diziam outra, mas eu tive de chegar à minha versão, assumindo o que me parecia mais certo», diz.

Conciliando a narrativa de cariz biográfico com excertos da lírica camoniana, a obra é enriquecida pelos desenhos e aguarelas de dois irmãos, Fernanda e José Fragateiro, ambos ilustradores e artistas plásticos. Mas não é a única particularidade: há quatro ou cinco anos, Maria Alberta Menéres concluiu o manuscrito e guardou-o numa gaveta. Depois, esqueceu-se dele. Até que a família o descobriu, por acaso. É provável que haja mais tesouros escondidos. As buscas continuam.


 

De Vickie ao Dartacão

Lembram-se do Vickie, do Marco, do Verão Azul e do Dartacão? E de muitas outras séries que foram a razão de viver de tantas crianças, aos sábados e domingos? As gerações que estão agora entre os 30 e tal e os 40 e poucos anos devem tudo a Maria Alberta Menéres, já que foi ela a directora do Departamento de Programas Infantis e Juvenis da RTP, de 1974 a 1986.

Juntamente com uma das equipas «mais motivadas e produtivas da casa», não se limitava a escolher os programas, mas traduzia, escrevia os guiões, dava títulos e nomes às personagens. A julgar pelas legendas de um filme que esteve há pouco em cartaz, ainda hoje há quem pense que Dartacão é a tradução portuguesa de D?Artagnan, um dos mosqueteiros de Alexandre Dumas.



publicado por Maria Alberta Menéres às 11:42

A ASA celebra em 2010 o Ano Maria Alberta Menéres, em homenagem àquela sua Autora que comemora este ano o seu 80º aniversário.

 

Embora tenha também alguma obra poética dirigida ao público adulto, Maria Alberta Menéres é sobretudo (re)conhecida como autora de livros infantis e juvenis, tendo sido distinguida em 1986 com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças “pelo conjunto da sua obra literária e pela manutenção de um alto nível de qualidade”.

 

 

 

 

A “Biblioteca Maria Alberta Menéres”, que a ASA vem publicando há mais de 20 anos, reúne justamente uma parte substancial da ficção da Autora dirigida às crianças, com merecido destaque para o “bestseller” Ulisses, que conta já com 35 edições e mais de 600 mil exemplares vendidos.

 

No âmbito das celebrações do Ano Maria Alberta Menéres, a ASA vai levar a cabo um vasto conjunto de iniciativas, entre as quais o lançamento, em Abril, de uma obra inédita da Autora sobre Luís de Camões.

 

Camões, o Super-Herói da Língua Portuguesa, assim se intitula esta “biografia romanceada à minha moda de um dos maiores poetas portugueses” – diz-nos a Autora, para logo a seguir acrescentar: “Com o seu feitio destemido e irreverente, Camões levou uma vida aventureira que nada tem a ver com a ideia de ‘poeta maçudo e desinteressante’ que hoje se lhe atribui. Era preciso mostrar que Camões, para os padrões da sua época, bem poderia ter sido um super-herói como aqueles que actualmente povoam o dia-a-dia das nossas crianças, e foi esse exercício que me decidi a fazer.”

 

Para além do lançamento deste inédito, a ASA vai ainda promover uma homenagem pública a Maria Alberta Menéres, como forma de assinalar a longevidade e multiplicidade da sua carreira. Apenas a título de exemplo, destacam-se as suas funções de Directora do Departamento de Programas Infantis e Juvenis da RTP (1974 a 1986), de Assessora do Senhor Provedor de Justiça como responsável pela linha «Recados das Crianças» (1993 a 1998) e de autora das letras, em seis anos consecutivos, das canções da campanha «O Pirilampo Mágico», em cooperação com a Antena 1.

 

Outro dos eventos previstos no âmbito da celebração do Ano Maria Alberta Menéres é a realização de um Congresso Nacional sobre a sua carreira de escritora. Com esta iniciativa, a ASA pretende promover e aprofundar a análise sobre a obra literária da Autora, que inclui poesia para adultos, obras de cariz pedagógico e ficção infanto-juvenil, esta última em forma de conto, poesia, BD, teatro e novela.

publicado por Maria Alberta Menéres às 11:34
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